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Tudo o que você precisa saber sobre troca de óleo!

Desgaste prematuro das peças do motor, perda de potência e superaquecimento são problemas que podem ser ocasionados pelo uso do óleo incorreto no seu carro, ou a falta de troca dele – principalmente se for um 16 válvulas. Mas qual a hora ideal para trocar? Que tipo de óleo usar, de qual forma ele deve ser retirado do cárter, qual a quantidade e a marca ideal? Boa parte destas dúvidas podem ser retiradas naquele livrinho geralmente ignorado pelos proprietários: o manual do automóvel. O resto, a gente explica aqui e agora.

Os tipos de óleo lubrificante

Ele fica alojado no Cárter, e é responsável por lubrificar até o anel do pistão mais próximo da câmara de combustão, lá em cima. Evita o atrito – e o desgaste – entre as partes móveis do motor, e previne o acúmulo de detritos. Mas da mesma forma que suas batatas podem ser fritas em óleo de soja, girassol e canola, o motor de seu carro pode usar três tipos de óleo, na mesma ordem de qualidade: mineral, semissintético ou sintético.

O óleo mineral é obtido da separação de componentes do petróleo, e pode apresentar um nível de deterioração maior que o óleo sintético, que é criado em laboratório.

O óleo sintético pode apresentar inúmeras vantagens quando comparados com os óleos minerais: aumenta a durabilidade do motor, tem maior estabilidade física e química, baixo nível de degradação do produto e maior resistência à variação de temperatura, mantendo por mais tempo uma melhor viscosidade mesmo com o aumento da temperatura. Quanto maior for a temperatura, menor será a viscosidade, e quanto menor a temperatura, maior será a viscosidade.

A grande sacada é o óleo semissintético, que emprega a mistura das duas bases em proporções controladas, de forma a reunir as melhores propriedades dos dois. É o melhor custo benefício. Hoje os carros usam semissintético ou sintético, ficando o mineral restrito a carros mais antigos. Mas nada impede seu possante veterano de usar um óleo sintético – só o preço. As especificações superiores garantirão uma melhor lubrificação, o que pode aumentar sua vida útil e reduzir os custos de manutenção. Por outro lado, os sintéticos possuem viscosidade mais baixa, o que em carros muito antigos pode implicar em um maior consumo de óleo lubrificante.

As especificações

Desempenho – A mais tradicional é a API (Instituto Americano de Petróleo), mas existem especificações européias, como Acea, e as respectivas de cada montadora. Para a API, amais comum no país, a especificação se dá por duas letras: S de service, e outra que atualmente vai de A a M. Quanto mais avançado for a segundo letra, melhor é o lubrificante, e maior o número de motores atendidos. Dependendo da idade do projeto, não se deve colocar um óleo SL num motor desenvolvido para usar o SM (exemplo: a Ranger daqui de casa é de 1996 mas usa SG, classificação superada em 1994 pela SH). No caso de motores a diesel, a classificação é API CI-4, CG-4, CF-4, CF, CE, etc. Alguns óleos servem para os dois tipos de motores.

Viscosidade – Regulada pela SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, em português), há basicamente dois grupos de especificações, o de monoviscosos (como 30, 40 e 50) e multiviscosos (como 20w50, 10w40, 5w40). Os multiviscosos têm maior capacidade de resistir à variação térmica dos motores. Em 10w30, 10 é a viscosidade com o motor frio e 30 com o motor em temperatura de trabalho.

A troca e a verificação do óleo

O óleo deve ser trocado a cada 7.500km ou 6 meses,  caso seu carro sempre trafegue em baixa velocidade ou baixa rotação, cumpra trajetos diários curtos (até 8 km) em anda-e-para, ou tracione reboque – ações que forçam mais o motor. Caso essas situações não façam parte de seu cotidiano, você pode trocar seu óleo a cada 15.000km ou 12 meses. Se você ainda faz revisões programadas na concessionária, em todas elas trocam o óleo (uma das poucas coisas que fazem bem), mas é bom ficar atento ao intervalo e às condições de uso de seu carro.

O normal é que um carro consuma de 300 a 500ml de óleo a cada 1000km devido às folgas do motor e à queima parcial na câmara de combustão. Por isso é sempre bom ficar atento ao nível do óleo. Para verificar isso existe um pequeno ritual:

- O carro deve estar sobre um piso nivelado com motor na temperatura de trabalho e desligado, com freio de estacionamento acionado e com a primeira marcha engatada.

- Aguarde se possível 15 minutos para retirar a vareta de medição.

- Retire a vareta, limpe-a e a coloque novamente em seu lugar.

- Agora sim você pode retirar ela para saber o nível do óleo.

Se o lubrificante estiver abaixo do mínimo da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação. Se estiver acima do máximo da vareta, a pressão dentro do cárter irá aumentar, podendo ocorrer vazamento e até ruptura de bielas, além do excesso ser queimado na câmara de combustão, sujando as velas e as válvulas, e danificando também o catalisador no sistema de descarga do veículo.

Ok, seu nível de óleo está baixo. Complete-o com um óleo de mesmas especificações e, se for possível, da mesma marca. O óleo está baixo e já está no tempo de trocar ele? Troque, junto com o filtro de óleo, seguindo as especificações do manual. A Ranger aceita quatro tipos (5W30, 10W30, 15W40, 20W40) Já o Siena de minha mãe aceita dois (15W40, 10W40). A maior viscosidade é mais indicada para carros rodados. Você acabou de trocar ou completar e mesmo assim o óleo está baixo? Leve o carro a uma oficina, reze e prepare o cheque.

Para retirar o óleo velho você irá se deparar com dois processos: o veloz  processo de sucção e o vagaroso processo que usa a boa e velha gravidade. São 5 minutos contra 20. No entanto, o processo de sucção não retira os resíduos de metal do fundo do cárter, pode deixar vestígios do óleo velho, e a sonda usada no processo pode contaminar o motor. Se alguém tentar lhe vender aditivos, negue. Os lubrificantes já possuem todos os aditivos necessários para atenderem perfeitamente ao nível de qualidade exigido. Além disso, eles podem gerar borra caso haja incompatibilidade entre o óleo lubrificante e a aditivação.

Mitos e fatos

- Trocar o óleo em lua cheia não vai fazer com que ele dure mais (essa pérola veio do meu avô).

- Quem determina a quilometragem que o óleo deve ser trocado não é o fabricante dele, e sim o manual do carro.

- O fabricante do óleo quase sempre recomenda o uso de aditivos (ora, então porque ela não vende aditivado?). Já a fabricante do carro não o indica. Fiquemos com a última.

- Óleo bom não é aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição, e sim o que é consumido de acordo com o que especifica o manual do carro.

- O frentista sabe tanto sobre óleo quanto a sua sogra, e quando ele esfrega o óleo do seu carro nos dedos ele está apenas se sujando.

- O fato de o óleo sintético manter sua viscosidade por mais tempo não quer dizer que seu intervalo de troca será maior que um semissintético.

- A cor do óleo não indica sua viscosidade nem o desempenho, apenas a base e os aditivos. Ele pode adquirir uma cor mais escura após o uso, uma vez que contém uma série de partículas em suspensão, e isso é bom.

- Você sempre pode usar lubrificantes de especificações de desempenho superiores em seu carro, mas sai mais caro. Por outro lado, optar por lubrificantes inferiores afetará negativamente o motor.

- O mais sensato é sempre obedecer ao manual do carro no que diz respeito à lubrificação.

- Quando um carro está com o motor necessitando de retífica, picaretas colocam óleo mais viscoso para encobrir o problema. Fique atento para ver se o motor está “preso”.

- Se você instalou GNV, vale a pena optar por lubrificantes apropriados para o combustível. É comum carros com GNV consumirem mais óleo. Eles também necessitam de um intervalo mais curto de troca.

- O carro perde potência e superaquece quando passou – e muito – da hora de trocar o óleo.

Fonte: http://www.jalopnik.com.br

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